quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Extinto ( De: Pajé )

Olhei para trás... Lembrei-me da vingança esquecida!
A chama que envolve minha alma afogando brasas em meu peito.
Sobrou um 'caco de vidro' entre o corpo e a alma.

São seres enjaulados e seus senhores da desgraça!

Nasci em terras de lendas, fuga na história
e em buscas pela 'felicidade egoísta'?
Entreguei todo ouro em troca de abraços!?
Alma clama paz... Quando o inimigo escreve nossas histórias!

Contente com descobrimento e a ilusão de uma presença evolutiva...
Sobraram pétalas caídas em sangue derramado que um dia existia.

Fico de olhos bem abertos com horror coagulado na mente!
Atacaram fogo na praça, chamaram-me demente.

E descontente com descobrimento...
Executado, caçado, roubado!
Fui só mais um dos mutilados!

Meu deus correu quando o diabo apareceu!
A noite se transformou em dia...
Cai no centro extinto da minha própria rotina!

Virei o amor de nada ser amado...

Minha alma hoje sangra e meu corpo não estanca...
Não tenho mais família e a natureza já não me ama.
Hoje não existo, onde antes todos, eram bem-vindos!

Meu erro foi à vaidade de uma grande ceia.
Uma pacífica recepção de seres aparentes...
E na verdade deveria ser um grito de guerra!

Hoje, histórias em papeis...
É escrita sem cores!
Será que teria muito vermelho nos olhos infantis?

No final seremos então todos extintos...
Pois só existe um, de cada um de nós!

De. Pajé

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cirurgia de lipoaspiração?

Recebi esse texto por e-mail e o achei super interesse, além de compartilhar com o que eu penso:

"Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é auto imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."

"Cuide bem do seu amor, seja ele quem for."

Hebert Viana, cantor e compositor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tédio...

As vezes penso que não sou normal, que nasci na época errada ou até mesmo no mundo errado.
Não consigo criar raízes, fico entediada facilmente com situações do cotidiano...
Minha vontade a cada hora do meu dia é encher uma mochila com algumas roupas, ter uma grana razoável para não passar "perrengue", chamar o meu amor e cair na estrada, sem rumo definido e sem data pra voltar! Sentir a brisa "do novo" na cara e experimentar a liberdade livre sem as imposições do cotidiano.
Sinto que se eu não fizer isso qualquer dia, o tédio vai acabar definhando a minha alma...

domingo, 31 de maio de 2009

Um pouco de realidade...

Li esse texto na Revista Caros Amigos e percebi que, infelizmente, ele reflete muito da nossa realidade...


Como garantimos o futuro dos nossos filhos


Nunca me esqueci daquele dia. Chegaram os resultados: eu estava grávida e meu marido, desempregado. Mas nem pensei em tirar a criança e acabar excomungada em Pernambuco. Não, usei a criatividade, vendi espaço publicitário nas ultrassonografias dos bebês (era um casal de gêmeos) e assim paguei o parto e a maternidade. Na hora do batizado não homenageei avô, nem tia, nem padrinho. E graças as seus nomes, nossos filhos Nokia e Ruffles foram muito mais lucrativos do que aquele bando de Wellinsons e Daianes, Taianes, Raianes...
Depois veio a hora da escola. Aí foi meu marido, pós-doutorado em educação e ainda desempregado, quem teve a iniciativa, ao declarar: "educação é coisa do passado e eu sou prova viva disso. Vamos batalhar pelo direito desses moleques trabalharem desde bebê".
E em vez de entrar em creche, eles entraram no mercado. Bebês-propaganda, anunciando e consumindo de tudo. No começo, bonecas, doces e brinquedos. Depois, gordura trans, bebida alcoólica, cigarros. E por fim, drogas e armas. Se essas são as coisas que mais movem dinheiro no planeta, como deixar nossos filhos queridos fora disso?
E foi através da educação das crianças que descobrimos nossa nova ética. Quais os valores pelos quais todo mundo briga? Igualdade? Que o quê! Todo mundo é desigual desde que nasce. Se você tem dúvida, vá visitar as maternidades do plano de saúde e as públicas. E tem mais: o importante não é saber o valor das coisas, é ter mais dinheiro do que seu vizinho para comprá-las. Porque no nosso mundo quem compra é que manda. Foi o que ensinamos para Ruffles e Nokia. Não precisamos de cidadania, de título de eleitor, de identidade. Nossa identidade é o tênis que a gente usa e o carro que a gente compra. E viver é gastar no cartão.
E foi assim que vivemos. Hoje, eu e meu marido estamos mortos e felizes, vendo nossos filhos vivos e bem-sucedidos enquanto curtimos nossa vida eterna aqui no céu. Ou melhor, num paraíso fiscal.

Autor: Cesar Cardoso, escritor
Fonte Revista Caros Amigos, Ano XIII 146 Maio 2009, pág. 19

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Para uma apaixonada... MAIAKOVSKI

Os adultos fazem negócios.
Têm rublos nos bolsos.
Quer amor? Pois não!
Ei-lo por cem rublos!
E eu, sem casa e sem teto, com as mãos metidas nos bolsos rasgados, vagava assombrado.
À noite vestis os melhores trajes e ides descansar sobre viúvas ou casadas.
A mim Moscou me sufocava de abraços com seus infinitos anéis de praças.
Nos corações, no bate o pêndulo dos amantes.
Como se exaltam as duplas no leito do amor!
Eu, que sou a Praça da Paixão, surpreendo o pulsar selvagem do coração das capitais.
Desabotoado, o coração quase de fora, abria-me ao sol e aos jatos díágua.
Entrai com vossas paixões! Galgai-me com vossos amores!
Doravante não sou mais dono de meu coração!
Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe!
O coração tem domicílio no peito.
Comigo a anatomia ficou louca.
Sou todo coração - em todas as partes palpita.
Oh! Quantas são as primaveras em vinte anos acesas nesta fornalha!
Uma tal carga acumulada torna-se simplesmente insuportável.
Insuportável não para o versos de veras."

Adultos- Wladimir Maiakovski

Ps.Mais posts serão dedicados á esse incrível poeta!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Zeca Baleiro- Blues do Elevador

Hoje tô me sentindo assim óóóó:

"ora quem é que não sabe
o que é se sentir sozinho
mais sozinho que um elevador vazio
achando a vida tão chata
achando a vida mais chata
do que um cantor de soul

sou eu quem te refresca a memória
quando te esqueces de regar as plantas
e de dependurar as roupas brancas no varal
só faz milagres quem crê que faz milagres
como transformar lágrima em canção

vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mais insistem em catar as migalhas do chão
sei rir mostrando os dentes
e a língua afiada
mais cortante que um velho blues

mas hoje eu só quero chorar
como um poeta do passado
e fumar o meu cigarro
na falta de absinto
eu sinto tanto eu sinto muito eu nada sinto
como dizia Madalena
replicando os fariseus
quem dá aos pobres empresta
adeus"

Blues do Elevador, do álbum "Líricas"-Zeca Baleiro

terça-feira, 7 de abril de 2009

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

(Carlos Drummond de Andrade)


Olhos verdes: Encontrei você!!!