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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Minha depressão X a vontade de viver

Parece meio estranho, mas é assim que me sinto.
Fui diagnosticada com Depressão grave e Síndrome do Pânico... no começo foi difícil aceitar, mas já não estava muito bem fisicamente e mentalmente, só chorava, tinha pensamentos suícidas, não tinha forças pra levantar da cama nem pra ir ao banheiro, e fora o sentimento de culpa que dominava minha mente.
Meu médico disse que isso vem de muito tempo- perdi amigos, meu pai faleceu de uma doença grave um mês antes de eu completar 13 anos, minha mãe nunca foi presente e quando fui morar com ela, foi um sofrimento só.... meu pai me deixou uma pensão e ela acabou torrando tudo.... Mas mesmo assim levava a vida numa boa, só que uma hora a bomba estourou!
Tenho crises noturnas (já que tenho insônia) e as vezes tenho crises de dia mesmo. E é justamente nessas crises que vem os pensamentos suicídas...
Mas eu tenho uma vontade tão grande de viver... viajar, concluir a faculdade que larguei.... tá difícil.
E ainda tenho que suportar preconceitos...

Sem mais a dizer....apenas um desabafo!


SÓ NÃO ME DIGA QUE NÃO HÁ MAIS ESPERANÇA! (Trecho da música Hey You do Pink Floyd)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lutar consigo mesmo é dose, viu?

Há alguns anos eu era plena, segura e achava que tudo na vida iria dar certo com os devidos esforços e recompensas. Mesmo com diversos obstáculos sentia uma felicidade total, aquela felicidade de criança, sabe? Era atleta (que saudades do volêi), tinha amigos excepcionais (galera de Patrocínio Paulista, vcs foram demais!),tocava violão e até já fui vocalista de banda de Rock e de um pequeno projeto de MPB.
Me sentia uma fortaleza em relação a sentimentos e emoções. Estresse,fadiga, ansiedade e impaciência não faziam parte do meu perfil.
Porém, tudo isto foi sumindo...não me refiro as pessoas ou a banda, mas sim aos meus sentimentos.
Agora estou em luta comigo mesma, em particular com o meu rebelde cérebro. Não, eu não perdi a inteligência ou a sanidade, perdi o combustivél da alma: o prazer, a felicidade ou como o meu médico diz: "temos que reestabelecer os níveis de sua serotonina"...
Para Hipócrates isso se descreveria como "Melancolia", mas Galeno nos deu uma palavra mais descritiva, "Depressão", que no dicionário significa "baixa de terreno", "grande tristeza" e "crise econômica". No meu dicionário: "fundo do poço total", grande tristeza mesmo" e "a grande crise da alma".


Vicent Van Gogh pintou esse quadro em 1890: um homem demonstrando todo o seu sofrimento e falta de esperança, causadas pela depressão:




Está difícil de me reencontrar, mas não será impossível...de vez em quando eu ainda sinto prazer em sentir o vento refrescante no rosto...
Mas o importante é que pelo menos tenho um namorado que me dá muita força e o pouco de prazer e felicidade que ainda sinto são proporcionados por ele.
Pelo menos eu não estava errada quando sempre pensei que o amor cura tudo, ou ajuda a curar! Que o amor é muito mais importante do que dinheiro.
Graças aos Deuses nem tudo está perdido!

Não foi nada fácil escrever essas palavras,já que a maioria das pessoas pensam coisas absurdas sobre essa doença que nem vale a pena comentar. Mas como sempre, desde criança, nunca me importei com o que os outros acham de mim. Resolvi fazer essa relato porque...olha,eu nem sei o porque, vai saber? Não sei nem de mim mesma!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Compartilhando sentimentos

Amy me entende!


(Just Friends- Back to black)
Quando é que nós vamos arranjar tempo para sermos apenas amigos?
Nunca é seguro para nós, nem mesmo à noitinha,
Porque eu venho bebendo.
Nem de manhã, quando sua maconha está dando onda.
É sempre perigoso quando todos estão dormindo,
E eu estive pensando:
Nós podemos ficar sozinhos?
E, não, eu não tenho vergonha, mas a culpa vai te matar
Se ela não (terminar o relacionamento) primeiro.
E eu nunca vou te amar como ela.
Então a gente precisa encontrar um tempo
Para fazer logo essa merda juntos,
Porque está ficando pior.
Eu quero te tocar,
Mas só que machuca.



Compartilhando sentimentos com ARTHUR RIMBAUD!

Compartilhando sentimentos com o magnífico poeta Arthur Rimbaud: Segue-se a minha temporada no inferno.


"Antes, se me lembro bem, minha vida era um festim em que se abriam todos os corações, todos os vinhos corriam.
Consegui fazer desaparecer no meu espiríto toda a esperança humana. Para extirpar qualquer alegria dava o salto mudo do animal feroz.
Ora, ultimamente chegando ao ponto de dar o último basta! pensei em buscar a chave do antigo festim, que talvez me devolvesse o apetite dele.
A caridade é a chave. - Inspiração que prova que eu estava sonhando!

A gente não parte. Retoma o caminho, e carregando meu vício, o vício que me lançou raízes de dor ao meu lado, desde a idade da razão, e sobe ao céu, me bate, me derruba, me arrasta.
A quem me alugar? Que animal é preciso que adore? Que santa imagem nos agredirá? Que corações partirei? Que mentiras devo sustentar? Em que ânimo avançar?
Ah! Estou tão abandonado que ofereço à não importa que imagem divina os impulsos para a perfeição.
Nas estradas, por noites de inverno, sem morada, sem um abrigo, sem pão, uma voz comprimia meu coração gelado: "Fraqueza ou força: Está aí, é força. Não sabes nem onde vais nem por que vais, passas por tudo, respondes a tudo. Não te matarão mais, por já seres cadáver". De manhã tinha o olhar tão perdido e o aspecto tão morto que os que encontrava teriam podido não me ver.
O tédio já não é meu amor. As raivas, as farras, a loucura de que sei todos os ímpetos e os desastres - larguei meu fardo inteiro.Vejamos sem vertigem a medida da minha inocência.
Não sou prisioneiro da minha razão.Quanto à felicidade estabelecida, doméstica ou não... não, não posso. Sou dissipado demais, fraco demais. Farsa permanente! Minha inocência me fará chorar. A vida é a farsa a ser levada por todos.

Engoli um senhor gole de veneno. - Três vezes abençoado seja o conselho que me deram! - As entranhas me ardem. A violência do veneno torce meus membros, me torna disforme, me prosta. Morro de sede, sufoco, não consigo gritar. É o inferno, a pena eterna! Vejam como o fogo se ergue! Queimo como deve ser.
Um homem que quer se mutilar está condenado, não é? Não creio no inferno, pois estou nele. Não estão lá boas gentes, que me querem bem?... Venham... Tenho um travesseiro na boca, não me escutam, são fantasmas. Ademais, nunca ninguém pensa no outro. As alucinações são inumeráveis. É bem o que eu sempre tive: não nais fé na história, o esquecimento dos princípios. Não falo deles: poetas e visionários teriam inveja. Sou mil vezes mais rico, sejamos avaros como o mar.
Quero desvelar todos os mistérios: mistérios religiosos ou naturais, morte, nascimento, futuro, passado, cosmogonia, nada.
Ouçam!...Tenho todos os talentos!- Não há ninguém aqui e há alguém: não gostaria de espalhar meu tesouro.Minha vida não passou de doces loucuras, é lamentável.Decididamente, estamos fora do mundo.Ah! Voltar à vida! Lançar os olhos sobre nossas deformidades. E este veneno, este beijo mil vezes maldito! Minha fraqueza, a crueldade do mundo!"

(Fragmentos de Une Saison en Enfer (Uma Temporada no Inferno) - Arthur Rimbaud, 1873)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cirurgia de lipoaspiração?

Recebi esse texto por e-mail e o achei super interesse, além de compartilhar com o que eu penso:

"Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é auto imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."

"Cuide bem do seu amor, seja ele quem for."

Hebert Viana, cantor e compositor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tédio...

As vezes penso que não sou normal, que nasci na época errada ou até mesmo no mundo errado.
Não consigo criar raízes, fico entediada facilmente com situações do cotidiano...
Minha vontade a cada hora do meu dia é encher uma mochila com algumas roupas, ter uma grana razoável para não passar "perrengue", chamar o meu amor e cair na estrada, sem rumo definido e sem data pra voltar! Sentir a brisa "do novo" na cara e experimentar a liberdade livre sem as imposições do cotidiano.
Sinto que se eu não fizer isso qualquer dia, o tédio vai acabar definhando a minha alma...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Zeca Baleiro- Blues do Elevador

Hoje tô me sentindo assim óóóó:

"ora quem é que não sabe
o que é se sentir sozinho
mais sozinho que um elevador vazio
achando a vida tão chata
achando a vida mais chata
do que um cantor de soul

sou eu quem te refresca a memória
quando te esqueces de regar as plantas
e de dependurar as roupas brancas no varal
só faz milagres quem crê que faz milagres
como transformar lágrima em canção

vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto
mais insistem em catar as migalhas do chão
sei rir mostrando os dentes
e a língua afiada
mais cortante que um velho blues

mas hoje eu só quero chorar
como um poeta do passado
e fumar o meu cigarro
na falta de absinto
eu sinto tanto eu sinto muito eu nada sinto
como dizia Madalena
replicando os fariseus
quem dá aos pobres empresta
adeus"

Blues do Elevador, do álbum "Líricas"-Zeca Baleiro

quarta-feira, 25 de março de 2009

...recebi dos Olhos Verdes mais lindos do mundo!

"Tatuei meu coração com a letra de seu nome...
Meu corpo com um dragão.
Deixei que beijasse as formas
E, também o dragão.
Colocada entre meu Peito...
Voava entre seus beijos.
Meu corpo ficou marcado
Pelas delícias de seus beijos
Suas mãos tatuaram meu ser
De amor e paixão."


Ah, Olhos Verdes... primeiro foi flores e agora isso!!! Assim eu fico mais apaixonada por você Luis Olhos Verdes Mais Lindos do Mundo!!!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Compartilhando sentimentos com... HAMLET

"O mundo está fora dos eixos. Oh! Maldita sorte! Por que nasci para colocá-lo em ordem?"

"Ser ou não ser- eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias-
E, combatendo-o, ou dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono- dizem- extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer- dormir-
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obriga a hesitar: e é essa a reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as deslongas da lei,
A prepotência do mando, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis,
Podendo ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão porque o terror de alguma coisa após a morte-
O país não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante- nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugir pra outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transforma no doentio pálido do pensamento.
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome de ação."


(Hamlet- Willian Shakespeare, 1603 Ato III; Cena I)


Um pouco da obra: A história tem origem nas lendas escandinavas. Hamlet, um jovem príncipe dinamarquês, fica perturbado com a morte do rei, seu pai, e com o segundo casamento da rainha,sua mãe Gertrudes, com seu tio Claudio. Hamlet tem conhecimento, através do fantasma de seu pai, que fora assassinado pelo seu tio Claúdio, ficando assim com a rainha e com o reino. O fantasma clama por vingança. Então, Hamlet fingi-se de louco por boa parte do tempo. Seu plano de vingança para desmascarar o tio começa com um grupo de teatro encenando a morte de seu pai diante do rei Claúdio e de sua mãe, dispertando assim, a ira de seu tio/padrasto. Daí então acontecem muitas confusões, destancando -se em muitas mortes ( Polônio- pai de Ofélia, morto acidentalmente por Hamlet; Ofélia, grande amor de Hamlet- que logo após a morte do pai e o desprezo "mentiroso" de Hamlet,enlouquece e se suicida; Gertrudes, mãe de Hamlet/rainha- toma um vinho envenenado destinado ao filho, etc). Leiam essa maravilhosa obra e descubram o que aconteceu com esse extraordinário personagem do teatro.

Ah... e essa maravilhosa figura aí acima, é uma pintura de Delacroix, que tem o seguinte título: Hamlet e Horácio no cemitério, e também é a capa do livro da L&PM.

HAMLET- WILLIAN SHAKESPEARE. Tradução de Millôr Fernandes / Porto Alegre: Coleçao L&PM, 1997. 140 pgs.